Capítulo 03 – Amor.
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A pergunta feita por Reita soou baixa e enrouquecida, enquanto os olhos escuros do mesmo se mantinham fixos na imagem erótica de Ruki deitado sobre aquele tapete. Os cabelos avermelhados espalhados, a face corada, os orbes nublados fitando-o de forma lânguida, parecendo ainda perdido nas sensações que ele proporcionava, piscando algumas vezes, demonstrando que enfim havia compreendido sua indagação. “_ Diz… Fala pra mim…”, Reita pediu, fitando-o longamente… E ele só queria ouvir… Apenas ansiava ter a sua resposta daqueles lábios carnudos e tentadores, voltando a mover os dedos, aprofundando-os o máximo que podia. “_ Ahmm…”, Ruki gemeu, sentindo as bochechas quentes. Os olhos bonitos do vocalista se fecharam ao sentir o toque tão profundo, arqueando de leve e estremecendo devido às sensações deliciosas que o gesto lhe proporcionou. Por um momento Ruki se sentiu indefeso e envergonhado e acabou por cobrir os olhos com as costas da mão, ficando ainda mais corado, mesmo que terrivelmente excitado. “_ Hummm… Si-Sim…”, O pequeno respondeu num fio de voz, mordendo o lábio inferior, seu coração batendo rapidamente. Reita percebeu que havia deixado Ruki sem jeito e lamentou por isso, no entanto, ao receber aquela resposta não pôde deixar de sorrir enlevado. Sua emoção era tão forte que quase não cabia em si de felicidade, os batimentos cardíacos acelerando dentro de seu peito devido às sensações deliciosas que aquela afirmativa lhe causou. “_ Eu… Eu queria que… Humm… Fosse você…”, O pequeno sussurrou, lambendo os lábios que se encontravam secos, ainda mantendo os olhos cobertos pelo braço. Sentia-se envergonhado por revelar isso, mas precisava dizê-lo, afinal… Ele queria mais, deu um passo a frente, se insinuou e agora colhia sua recompensa, saindo finalmente daquele ‘quase’, para enfim ser de Reita. “_ E-Eu… Nem sei o que dizer…”, De repente, Reita ficou desconcertado em meio aquele sentimento que queimava em seu coração… Aquele sentimento estranho e confuso que sempre estivera ali, bem escondido. “_ …?!”, Ruki notou, pelo tom de voz, que Reita estava embaraçado, e por um momento pensou que talvez devesse ter ficado calado ou mentido. Não seria a primeira vez e… “_ Eu sempre quis você… Eu sempre…”, A voz de Akira ficou trêmula e embargada, mas ele continuou, sorrindo ao outro de maneira doce. Lentamente, Ruki tirou o braço de cima dos olhos, fitando Reita, vendo-o sorrir. “_ Sempre quis amar você assim… Sempre!”, O baixista completou emocionado, desejando apenas dar prazer ao mais novo. O cérebro de Takanori parou, não conseguindo seguir qualquer linha de raciocínio ao ouvir aquelas palavras, que logo fizeram todo sentido em sua mente e o pequeno fitou Akira profundamente, sentindo o coração bater forte. Os sentimentos que via dentro dos olhos negros do baixista faziam eco dentro de si, deixando-o quase explodindo devido à gamaexorbitante de emoções. Por um momento, Reita quase se arrependeu pelo que havia dito ao perceber o silêncio entre eles. No primeiro instante, não soube dizer se tinha falado demais sobre algo que nem mesmo ele próprio sabia classificar. E se estivesse errado sobre o que sentia? Não queria ferir Ruki por causa de sua típica imprudência, afinal, não era um garoto… Precisava pensar mais nas pessoas a partir de agora, principalmente quando se tratava de alguém tão especial quanto o vocalista, no entanto, tudo era tão confuso! Mas, se aquilo que estava sentindo não era amor, o que mais poderia ser? Respirando fundo, ele notou o modo como o ruivinho o fitava, se perdendo em meio ao que via ali, seu coração batendo mais forte, acelerado, a emoção o tomando por completo… Havia tanto sentimento naqueles orbes escurecidos, que seria impossível não se sentir profundamente tocado. O pequeno o correspondia, fosse lá o nome que desse para aquilo que sentia… E era isso que realmente importava! “_ Então me ame…”, O baixinho sibilou, sem desviar o olhar. Reita sentiu o coração falhar uma batida. Aquelas palavras… Poderia alguém duvidar delas quando se podia sentir derreter por dentro? Logo ele, que nunca fôra do tipo romântico, estava ali… Quase suspirando. Sem demora, começou a mover seu dedo devagar, entrando e saindo, sentindo a textura do canal apertado que fazia seu membro pulsar forte no mesmo ritmo que investia naquele interior quente e acolhedor, sem nunca desviar o olhar dele. “_ Hummm…”, Reita gemeu, deliciado e excitado. “_ Uhmmmm… Isso… Me ame!”, Ruki sussurrou, lambendo os lábios, fitando-o com paixão… Com amor! Remexeu-se ao senti-lo mover o dedo, acariciando-o por dentro em um entra e sai lento, causando sensações deliciosas em seu corpo, brincando e atiçando mais sua libido. “_ Taka…”, Akira chamou o nome dele baixinho, seu dedo explorando aquele interior intocado com cuidado, acariciando-lhe apenas, sem pressa alguma, encantado com aquele momento que compartilhavam, sabendo que não seria somente sexo dessa vez. Estava cansado de se sentir solitário e abandonado, porém agora… “_ Uhhhmmmm… Rei-chan…”, O pequeno ronronou lânguida e manhosamente. “_ Hummmm…”, Reita deixou um silvo escapar ao ouvi-lo gemer seu apelido, tão excitado quanto era possível estar. Só de ouvir aquela voz, sua ereção pulsava em resposta, de tão necessitado que estava daquele corpo que muitas vezes desejou em segredo. “_ S-Se doer… Quero que me avise.”, O baixista murmurou, fitando-o intensamente, com carinho, seu coração batendo mais forte do que nunca ao vê-lo sorrir em resposta, concordando com a cabeça, ondulando o quadril de encontro a si, acompanhando seus movimentos… E pôde perceber, pelos olhos de Takanori, que para o pequeno eles não faziam sexo, mas sim amor! “_ Uhhhmmmm… Coloca mais, Aki… Você… Não vai me machucar.”, Takanori gemeu sensualmente, mordendo o lábio inferior, fitando-o de forma amorosa, desejoso por mais. “_ T-Tem certeza?”, Akira perguntou incerto, sua voz rouca denunciando seu estado de excitação. “_ Ahm… Si-Sim…”, Sussurrou o pequeno, ofegante, ainda sentindo os lentos movimentos em seu interior, uma onda quente se espalhando por seu corpo enquanto via o carinho e o cuidado do baixista, que parecia até mesmo… Apaixonado? E apenas pensar nesta possibilidade fazia o coração de Ruki aquecer. “_ Não quero que você sinta dor.”, Akira se preocupou, levando a mão livre àface do menor, acariciando-o suavemente, vendo-o fechar os olhos, suspirando enlevado… E neste momento ele soube que estava conseguindo transmitir ao menor todo o seu carinho e preocupação. “_ Eu não irei…”, Takanori sussurrou, abrindo os olhos, transmitindo através de seus orbes toda a serenidade e amor que sentia, tocando a mão dele que estava em seu rosto com a sua, quase ronronando. “_ … Quero que sinta apenas prazer!”, O mais velho disse, se inclinando sobre o corpo menor, beijando-o docemente, sem deixar de tocá-lo, ainda que de maneira receosa aumentasse o ritmo, conforme o pequeno tanto queria. “_ Uhmmm…”, Ruki gemeu dentro do beijo, correspondendo de modo afoito enquanto sentia os dedos dele invadindo-o, tocando-o mais enfaticamente. Reita se sentiu mais seguro para prosseguir, sabendo que não o estava machucando, todo o receio foi esquecido diante daquele beijo cheio de desejo, ardor e paixão… E sem parar o que fazia, começou a aumentar gradativamente a velocidade, circulando seu indicador conforme entrava e saía do corpo apertado, o atingindo fundo diversas vezes, se deliciando com a sensação agradável que era tocá-lo de forma tão íntima. “_ Aaaahhhhmmmmmmm… Akiraaaa…”, Ruki abandonou os lábios de Reita, arqueando e repuxando o tapete com suas mãos pequenas, completamente sem fôlego, o corpo se contraindo fortemente devido aos espasmos que percorriam cada músculo, desnorteado com o prazer que tomou conta de si ao ter algo em seu interior tocado. Akira ofegou quando ouviu Takanori gemer seu nome de maneira arrastada e soube que tinha encontrado aquele ponto especial dentro dele… Podia sentir o corpo menor arquear sob o seu, a pequena mão buscando apoio no tecido que apertava e isso apenas o excitou mais, fazendo-o morder o lábio inferior, extasiado só por vê-lo dessa forma… Perdido em prazer, ofegante e olhando-o languidamente. “_ Fa-Faz isso… De novo…”, Ruki pediu, ainda arfante, fitando Reita com os olhos nublados de desejo. “_ A-Assim?”, Reita perguntou ofegante, sua voz soando baixa e sexy, tocando-o mais uma vez naquele ponto mágico, pressionando ali, vendo-o arquear mais uma vez e gemer. “_ Aahmm… Faz mais… É… Booom!”, Ruki mordeu o lábio inferior, num misto de sensualidade, timidez e desejo, ansiando por mais daquela sensação que apenas Reita poderia lhe dar. “_ É gostoso assim, Taka?”, O baixista quis saber… Ouvir daquela boca que o fazia enlouquecer, que lhe dava prazer, começando a estocar de maneira mais forte e ritmada, mordendo o lábio inferior a cada investida, nunca deixando de olhá-lo, para não perder a reação do vocalista. “_ Aaaahhhhh… Isso!!!”, O vocalista gemeu enrouquecido, seu canal secontraindo e apertando os intrusos devido aos espasmos de prazer. “_ Diz pra mim… Adoro ouvir você…”, Reita disse em tom enrouquecido, se inclinando para lamber os mamilos dele, extasiado com a expressão de prazer no rosto do amado. “_ Aahmmm… É… É… De-Delicioso! Uhmmmm… Por Kami, Aki…”, Ruki movia a cabeça de um lado para o outro, arqueando e estremecendo, seu corpo se arrepiando e respondendo a cada estímulo proporcionado por Reita, seus músculos ficando, a cada instante, deliciosamente tensos, a sensibilidade a flor da pele. Reita podia sentir o corpo menor tremer e se contrair devido aos seus toques e saber que era o responsável por aquela expressão de deleite no rosto do mais jovem o deixava atiçado além da conta. Seu próprio membro pulsava, desejando o carinho daquelas mãos… Daquela boca, mas o que mais ansiava era senti-lo como ninguém ainda havia feito e ter a certeza de que Ruki nunca se entregara assim a outra pessoa o deixava nas nuvens! Um sentimento inexplicável de felicidade o tomava completamente, fazendo-o desejar muito mais do que apenas uma noite de carícias ao lado dele. Queria dormir com ele… Acordar com ele… Tomar café da manhã com ele! “_ Aahmmm… R-Ruki…”, O baixista não cabia em si de emoção, de excitação. Aquela mistura de sensações intensas, desconhecidas até o momento que compartilhavam, o fascinava. Então, secretamente, Reita desejou que pudesse parar o tempo!Erguendo seus olhos escuros, ele mordeu o lábio inferior, fitando aquela face contorcida em prazer e decidiu acrescentar mais um dedo, movendo-os devagar para que ele tivesse tempo de se acostumar devidamente, porque apesar da pressa, sabia que deveria ter esse tipo de cuidado para com o baixinho. “_ Aahmmm…”, As mãos pequenas de Ruki foram para os ombros e cabelos de Reita quando este lambeu seus mamilos mais uma vez, sentindo mais um dedo em seu interior, um pouco de desconforto o atingindo, mas logo se acostumou, gemendo e ofegando, percebendo que poderia chegar ao orgasmo apenas com aquilo, porém queria ter Reita dentro de si. Akira sentia as mãos de Takanori em seus fios de cabelo conforme lambia a pele sensível e já rija dos mamilos róseos. E sem parar de movimentar os dedos, desceu com os chupões por aquele abdômen lisinho e branquinho, marcando-o como sempre quis fazer, ainda tendo tempo de parar as provocações ali só para, mais uma vez, observar o rosto bonitoexpressando aquele doce prazer. “_ A-Aki… Ahmmm… Espe-Espera… Assim, eu… Eu não…”, Ruki não conseguia pensar direito, não com Reita tocando seu ponto sensível o tempo todo suavemente, seu membro rijo deixando escapar gotículas de pré-gozo, obrigando-o a repuxar os cabelos dele, se perdendo naquelas sensações, deixando um choramingo lânguido escapar de seus lábios. “_ Esperar por quê?”, Sussurrou o mais velho, dando mordidinhas no abdômen branquinho, fazendo movimentos circulares com os dedos, sabendo bem o que estava provocando nele. “_ Pá-Pára! Eu… Assim eu vou… Ahm… Gozar…”, Ruki conseguiu dizer entre gemidos, corando por parecer um garotinho inexperiente, o que de fato era… Em uma relaçãocomo aquela. Não queria se mostrar tão terrivelmente sensível ao que Reita fazia consigo, mas estava sendo inevitável, porém precisava se acalmar só um pouco, necessitava apenas de alguns instantes para recobrar o controle já quase perdido… Ouvir dos lábios de Takanori que estava próximo de um orgasmo com tão pouco deixou Akira lisonjeado e também, profundamente excitado! Aquele baixinho não fazia idéia de como o deixava… E o vocalista estava tão lindo coradinho que por pouco não se aproximou e se inclinou sobre o menor para morder-lhe as bochechas enrubescidas. Como ele podia ficar assim, tão apertável, mordível… Violável? “_ Hummmm… Eu te deixo assim tão excitado, Ru-chan?”, O baixista indagou em tom malicioso, voltando a brincar com o mamilo rijo, passando sua língua ali, enquanto sua mão voltava a atingi-lo bem fundo. “_ Aaaaahhhh!!!! D-Droga, Aki… Como você pode ser tão… Hummmm… Tão bom…?!”, O mais novo sussurrou, ofegante, arqueado e deliciosamente tenso como as cordas de um violino. “_ Ahh, Taka…”, Reita sorriu de maneira safada, abandonando o mamilo róseo e se inclinando sobre ele ao ser elogiado, se deliciando ao vê-lo envergonhado. Sua mão livre alcançou-lhe a face, passando os dedos de leve, descendo até o pescoço, usando as unhas curtas para arranhá-lo suavemente. “_ Reita…”, O pequeno ofegou, olhando-o de forma sôfrega. “_ Hummm… É você que me deixa maluco de tesão…”, O baixista sussurrou perto do ouvido do vocalista, em tom rouco e necessitado, seus dedos entrando naquele interior quente mais lentamente, percebendo cada tremor do corpo menor, ouvindo a respiração curta e pesada dele quando o tocava naquele ponto exato de prazer… E Reita teve que morder o lábio inferior com mais força ao senti-lo se contrair, apertando deliciosamente seus dígitos, não conseguindo se impedir de gemer baixinho. “_ Ahmmm…”, Reita gemeu, percebendo que a resistência oferecida por aqueles músculos estavam lhe tirando o juízo, tentando conter os pensamentos selvagens que lhe invadiam a mente, deixando-o à beira da loucura. Era muito difícil se segurar e estava usando todo o controle que possuía… Mas havia um limite para que sua sanidade fosse testada e o baixista sabia… Não agüentava mais! Não quando sentia a pressão exercida sobre seus dedos, aquele corpo quente ardendo sob o seu… Aqueles gemidos enlouquecedores… “_ Rei-chaaaannnnnn…”, Ruki chamou, abraçando Reita, as carícias em seu ponto sensível nublando sua mente… E o vocalista começou a se descontrolar, ondulando o quadril lentamente, seus gemidos se tornando mais curtos e rápidos, o corpo estremecendo. O pequeno sabia que se continuasse assim chegaria ao orgasmo, porém não conseguia parar. “_ Aahhhh…”, Reita gemeu junto a ele, seu próprio membro pulsando em desejo, enquanto tentava pensar coerentemente, o que se provava cada vez mais impossível. “_ Aahmmmm… Isso… Não pára… Eu… Uhmmmm… Eu tô quase…”, O corpo delicado se retesava, o pênis rijo pulsando, adornado por gotículas de pré-gozo e Ruki estava quase… Quase caindo naquele paraíso de nome orgasmo. Ruki pedia, por pouco implorando para que não parasse, ondulando seu quadrildaquele jeito obsceno de tão sexy contra sua mão… E tudo o que Reita conseguia era gemer desconexamente em resposta. Mais um pouco e estaria tendo um orgasmo só por vê-lo se derretendo sob seus toques! “_ R-Ruki… Ahmmmm…”, Reita tentou articular alguma frase, sem sucesso, apenas gemendo roucamente o nome dele perto de seu ouvido. Sem mais controle, sem mais se segurar, ele o atingiu fundo mais uma vez antes de retirar os dedos, se afastando. “_ Aaahhhhh!!!”, Ruki arqueou todo, perdendo o ar com a onda forte de prazer que sentiu ao ser tocado mais uma vez tão fortemente na próstata, mas então se sentiu vazio quando foi subitamente abandonado pelos dedos de Reita. Akira mordeu o lábio inferior ante a visão que tinha do pequeno abaixo de si. “_ Nãããããooooooo, Rei-chan… Nã-Não pára…”, Ruki choramingou, abrindo os olhos, a respiração completamente descompassada, a mente desnorteada. Por que ele parou? Estava quase… Quase gozando. Faltava tão pouco! Lambeu os lábios, tentando clarear a mente, a fim de perguntar os motivos dele, afinal, havia sido um bom menino, Reita não podia ser mal assim e lhe negar o alívio que merecia, certo? “_ Delícia…”, Reita sussurrou antes de posicionar seu membro na entrada do vocalista, gemendo somente pelo toque naquela região, sentindo-a se contrair em resposta. O prazer por tocá-lo daquela forma era visível na face de Reita e sem aviso ou demora o penetrou num movimento longo e contínuo, antes que Ruki pudesse falar ou expressar qualquer coisa, forçando centímetro por centímetro, até entrar tudo, respirando de maneira ofegante quando fez o primeiro movimento, ainda curto, para que ele se acostumasse, apesar de lhe custar. Seu corpo parecia ter vida própria naquele momento! “_ Ahmm…”, Ruki gemeu, sentindo o ar faltar em seus pulmões ao ser penetrado de uma vez, abraçando Reita com força, as unhas firmando nas costas dele, mordendo o lábio inferior até quase machucar, notando a lenta investida em seu interior. Reita se movimentava bastante devagar, sentindo aquele interior se abrir para ele ao mesmo tempo em que as unhas do pequeno deslizavam por suas costas, mesclando prazer com dor, e não pôde se impedir de gemer alto, arqueando seu corpo em resposta, dando mais uma pequena estocada, mordendo o lábio inferior, extasiado. “_ Es-Espera…”, Ruki pediu fracamente, sentindo os olhos úmidos. Ainda não estava acostumado e a sensação de dor permanecia forte em si. Ao ouvir a voz dele baixinha, pedindo para que esperasse, Reita reuniu todo o seu frágil controle, obedecendo e ficando imóvel. Não queria que ele sentisse dor, mas parecia que seria impossível livrá-lo dela de qualquer maneira… Teria que ser paciente e seguir o ritmo do seu chibi, ainda que isso estivesse enlouquecendo-o. “_ V-Você é tão apertado…”, Reita sussurrou contra o rosto dele, lambendo-lhe os lábios avermelhados, as duas mãos indo em direção aos cabelos ruivos, afagando-os. Não sabia o porquê, mas o baixinho lhe inspirava muito carinho e também um grande sentimento de proteção. Ruki arfou quando Reita parou como havia pedido, ouvindo então o sussurro rouco contra sua boca, sentindo a língua quente acariciar seus lábios, carinhosa e instigante, fazendo-o suspirar, as mãos fortes afagando seus cabelos, deixando-o mais calmo. Fechou os olhos por um momento, apenas sentindo os carinhos, relaxando aos poucos, apreciando cada gesto. “_ … Tão quente!”, Akira quase gemeu as palavras, apertando seus lábios quando sentiu seu membro pulsar involuntariamente dentro de Takanori. “_ Uhm…”, Ruki ronronou, sentindo um arrepio lhe percorrer a coluna ao ouvir aquilo. “_ Ahh… Que gostoso!”, O baixista disse, descendo uma das mãos pela lateral do corpo menor, pousando-a sobre uma das coxas, apertando de leve ao mesmo tempo em que meneava o quadril mais uma vez, voltando a atingi-lo fundo, sua visão se nublando perante o gesto prazeroso. “_ Aahmmm… Rei-chan…”, Ruki gemeu manhoso ante o movimento, respirando profundamente, lambendo os lábios, para então mordê-los de leve ao perceber que a dor estava amainando. “_ Dói muito, Taka?”, Akira perguntou preocupado, quase considerando parar se o estivesse machucando demais. “_ Humm… Já… Já está diminuindo…”, O pequeno sussurrou em resposta, abrindo os olhos, fitando-o, erguendo uma das mãos para acariciá-lo no rosto, vendo-o sorrir em alívio, apreciando seu carinho. “_ Você é lindo demais, Ru-chan…”, A frase saiu dos lábios de Reita sem que conseguisse evitar, fazendo-o corar em seguida pela espontaneidade do que dissera. Ele mesmo não entendia como às vezes se sentia tão tímido. Era Takanori ali… Deveria falar o que estava sentindo, não? Ruki molhou os lábios mais uma vez, erguendo as pernas, mantendo-as flexionadas, movendo levemente o quadril para se acomodar melhor, seu canal pressionando o membro em seu interior sem que pudesse evitar, ofegando com isso. Suas unhas se apertaram mais uma vez nas costas de Reita e o vocalista mordeu o lábio inferior. Quando o vocalista ergueu as pernas, mudando um pouco a posição, Reita teve que respirar bem fundo, seu corpo se retesando em resposta. Agora estava ainda mais profundo naquele interior quente e sentia os músculos dele se contraindo todos ao redor de seu pênis, ainda que estivesse cedendo pouco a pouco… E aquilo estava deixando-o louco…Louco de vontade de começar a se mover, de provar o êxtase que apenas ele poderia lhe dar. “_ Ahm… Você… Você gosta, Aki? De… De estar dentro de mim?”, Ruki indagou roucamente, sentindo-se mais calmo, seus olhos brilhando enquanto esperava a resposta,percebendo que seu corpo estava mais acostumado em tê-lo fundo dentro de si. “_ Ahmmmm…”, Reita rosnou, ouvindo a pergunta do pequeno em seus ouvidos, a face contorcida em deleite e os lábios entreabertos, achando que aquelas palavras lhe soaram mais sensuais do que realmente eram, naquela voz perfeitamente rouca dele. “_ D-Diz… Fala pra mim…”, Ronronou o chibi, lambendo os lábios. “_ Gosto… Gosto… Ahmm… Muito!”, O loiro tentava falar entre os gemidos baixos, seu quadril meneando ao ritmo imposto pelo menor, sentindo seu corpo inteiro vibrar conforme ia e vinha, apertando o ruivinho contra si. Ruki sentiu um tremor forte quando Reita o respondeu… Ele não apenas ouvia, mas sentia isso… Sentia pelo modo como ele o tocava, que se movia e a voz dele estava tão grave e sexy que o excitava, fazendo-o gemer com as idas e vindas lentas e profundas dele, notando que era todo tocado por dentro, causando o aparecimento de um prazer manso, mas extremamente apreciável! “_ Você é tão gostoso…”, Reita disse, deixando a vergonha de lado, mordendo o lábio inferior enquanto lhe dava um longo olhar, os fios molhados de seus cabelos se colando em sua testa. “_ Uhmmmm… Você também é…”, O chibi sussurrou, lambendo os lábios dele, seus olhos brilhando devido à excitação e prazer que permeavam seu corpo. “_ Não sei como agüentei tanto tempo… Huummmm…”, O loiro se moveu mais forte agora, saindo todo pra então voltar de uma só vez, grunhindo pela carga de prazer imediata. “_ Aaahhhhmmmm… Reitaaaaahhhhh…”, Ruki gemeu alto, jogando a cabeça para trás e arqueando ao sentir a forte investida, a onda de êxtase sendo grande demais, fazendo-o se contrair todo. Reita apoiou uma das mãos na cintura estreita, usando toda a força que ganhou em exercícios, estocando-o forte, aumentando gradativamente o ritmo para que Ruki o acompanhasse, vendo que ele enfim estava relaxando o suficiente. A sensação gostosa deluxúria aumentando conforme sentia o pequeno se contrair mais e mais em períodos rítmicos, deixando-o alucinado. “_ Aahmmm… Faz mais…”, Ruki pediu, ofegante, e sem pensar muito, enlaçou Reita pela cintura, apertando-o entre suas coxas, as unhas agora nos ombros dele, arranhando-o, enquanto ondulava o quadril contra o mais velho. “_ Aaahhhh… Ruki!!!”, Akira gemeu alto, voltando a entrar com força nele, quase que bruto, sentindo aquelas pernas ao redor de sua cintura, dando-o mais liberdade ainda… E tudo o que fez foi morder o lábio inferior, seus olhos procurando os do mais novo, querendo guardar todas as expressões daquela face, não querendo perder um único momento que fosse, desejando vê-lo atingir o orgasmo. Aquelas investidas selvagens estavam deixando o pequeno ensandecido, o prazer que sentia a cada estocada sendo grande demais, ficando perdido em meio àquela grande carga de prazer, sua respiração rápida entremeando os gemidos, suas bochechas rubras e os lábios inchados, mostrando em sua expressão o quão deliciado estava no momento. “_ Ahh… Ahhh… Akira…”, Ruki ondulava a pélvis contra o quadril do loiro, uma de suas mãos segurando com força no tapete ao mesmo tempo em que o volume de seus gemidos aumentava para quase gritos, e tê-lo estocando-o naquele ritmo forte, intenso e tão fundo o deixava insano de tesão. “_ Aaahmmm… Faz assim… Isso…”, Reita incentivava os movimentos dele, sentindo que aquilo aumentava o prazer de ambos, passando a exercer mais força nas estocadas, segurando agora ambas as pernas dele com as mãos, para assim penetrá-lo mais fundo, enquanto gemia palavras obscenas, em descontrole. Estava perto, muito perto… E não conseguia parar agora! “_ Aahhh… Não pára! Não pára agora, Aki! Uhmmmm… Por favor… Mais… Mais forte… Que gostoso!!!”, Ruki gemia descontroladamente, sua voz rouca saindo banhada no mais puro desejo, seu membro gotejando entre os corpos, sentindo o abdômen dele roçando na pele sensível da glande, sendo um aditivo ao seu prazer… E sabia que não duraria mais do que dois minutos se aquele ritmo continuasse… O mais velho podia ver que acertara em cheio com aquela posição, pois não somente ele estava aproveitando, como Ruki também a julgar pela reação, e saber disso o envaidecia de tal maneira que jamais poderia por em palavras! Tanto tempo tendo sonhos eróticos e quentes com o companheiro de banda… Tanto tempo fingindo que a atração não existia… E agora tudo parecia distante demais, distante daquela realidade maravilhosa onde os dois satisfaziam um ao outro, seus anseios e desejos, os corpos unidos no mesmo ritmo enlouquecedor. Reita se deliciava em vê-lo se contorcer, enquanto o penetrava mais e mais, sentindo-o rebolar junto a si, quase gritando de prazer. “_ Aahhh… Ruki! Geme… Geme pra mim bem gostoso…”, Reita pediu em êxtase, entrando tão forte agora que sentia seus corpos se chocarem, deixando um barulho surdo como fundo aos seus gemidos exaltados. “_ Akiraaaaaa…”, O ruivinho arqueou, mordendo o lábio inferior. “_ Você gosta assim, hã?”, Perguntou, erguendo mais as pernas dele, firmemente, quase as pondo sobre seus ombros, sentindo seu abdômen um tanto malhado roçando na glande de Ruki. “_ Aahhh… Siiimmm!!! Isso… Isso mesmo! Forte… Aahmmm…”, Ruki gritou enrouquecido, sentindo suas pernas serem mais erguidas, ficando exposto às investidas selvagens de Reita, que o tocava fundo e com força, se contorcendo ainda mais em prazer. “_ Gosta forte? Ahhh…”, Reita saiu e voltou ainda mais rápido, de maneira feroz, gemendo alto, apertando as coxas branquinhas, marcando-as com seus dedos, seu baixo-ventre se contraindo perigosamente enquanto ele se fartava daquele corpo gostoso. “_ REITAAA!!!”, Ruki gritou, arqueando e jogando a cabeça para trás, sentindo os músculos de seu baixo-ventre se contraírem, seus testículos bem como a parte interna de suas coxas formigando deliciosamente ao mesmo tempo em que seu corpo se tensionava de forma perigosa. Quando o pequeno gritou seu nome, arqueando todo, Reita praticamente urrou de prazer, os músculos dele apertaram ainda mais sua ereção e isso o estava enlouquecendo! Isso sem falar naqueles gemidos… Por Deus, Ruki não fazia idéia de como estava fazendo seu controle desaparecer daquele jeito. Gemeu baixinho, mordendo o lábio inferior em seguida, se perdendo naquela face imersa em prazer, seu baixo-ventre se contraindo mais forte a cada investida, o suor colando os fios de cabelos em sua testa, enquanto mirava o rosto corado do vocalista… Tão lindo… Tão perfeito! “Eu o quero só pra mim!”, Akira pensou possessivo ao imaginar mais alguém o tomando como fazia agora, não gostando nada da idéia. Ruki era seu… Somente seu! E com este pensamento, mais uma vez segurou-lhe as pernas firmemente, embora suas mãos estivessem trêmulas, enterrando-se mais naquele interior quente. “_ E-Estou… Estou quase… Ahmm…”, Akira avisou, atingindo-o fundo a cada estocada energética, seus olhos se fechando sem que pudesse evitar, devido à sensação arrebatadora. “_ Oh, por Kami, Aki…”, Takanori ofegou, arranhando-o enquanto tentava se controlar. “_ Hummm… Vem comigo… Não se segura…”, Pediu o mais velho, enrouquecido. “_ Aaahmmm… Akiraaaaahhhhhh… Uhhhmmmmm…”, Ruki sucumbiu ante as intensas sensações, o toque forte em seu ponto máximo de prazer somando ao roçar do abdômen definido em sua glande e a voz grave o levou ao ápice. Seu corpo todo se convulsionou, se contraindo sucessivamente, enquanto derramava a prova de seu êxtase entre os corpos, sujando a ambos, gritando o nome daquele que mais amava. E cada reação do corpo menor era sentida perfeitamente por Reita, seja pelo tato, audição ou visão… E saber que ele estava chegando ao orgasmo foi a gota d’água para o baixista, que estremeceu ao sentir seu abdômen ser molhado pelo sêmen de Ruki, conforme ele arqueava e gritava seu nome naquele tom erótico. “_ AAHHH… TAKA!!!”, Akira também gritou alto, numa última investida, sentindo as forças lhe faltando quando o orgasmo o atingiu intensamente, fazendo sua cabeça rodar com a sensação deliciosa. “_ Aahmmm…”, Takanori se contorceu ao sentir os jatos quentes o preenchendo,ofegando, perdendo o ar, se afogando em deliciosas sensações, até não ter mais forças nem pra se mover. Reita não parou de se mover, continuando a atingir o menor naquele ponto que sabia ser o mais sensível dele, prolongando o êxtase de ambos até diminuir o ritmo, exausto e satisfeito como nunca estivera. Aquilo havia sido uma experiência incrível! Deixou-se pesar apenas por alguns instantes sobre o pequeno, para então se largar sobre o tapete macio, rolando para o lado, finalmente deixando o interior quente e acolhedor do amigo, ficando alguns segundos em silêncio, aproveitando aquele momento. Queria guardá-lo na memória… Queria registrar cada detalhe e jamais esquecer! Takanori permanecia inerte, ainda sentindo os resquícios do orgasmo, seus olhos fechados e os lábios entreabertos puxando o ar com força, seus músculos se contraindode forma gostosa vez ou outra, enquanto sua mente se mantinha submersa naquele mar extasiante e lentamente foi abrindo os orbes escuros, voltando sua face corada para Reita, vendo-o jogado ao seu lado, simplesmente… Lindo! “_ Uhm…”, O ruivinho lambeu os lábios que estavam secos de tanto gemer e gritar, tentando se mover, mas aquela letargia deliciosa o deixava extremamente lento e comdificuldade o baixinho se virou de lado, mantendo os olhos no rosto do baixista. Reita permaneceu quieto, sua respiração se normalizando aos poucos, enquanto fitava o teto, sua mente em outro lugar e ao mesmo tempo em lugar nenhum. Nem estava tendo consciência do pequeno ao seu lado, ainda curtindo a sensação gostosa que percorria todos os músculos de seu corpo. “_ Aki?”, Takanori chamou baixinho, sua voz rouca. Não queria que aquela fosse a última vez… Não queria que ele fosse embora… Não suportaria vê-lo tocando outra pessoa, principalmente depois do que fizeram. Ao ouvir seu nome saindo daqueles lábios bonitos, Akira virou o rosto, sorrindo em seguida para Takanori. Era estranho, mas agora somente de ouvi-lo chamar daquela forma tão carinhosa e íntima o fazia sorrir encantado. “_ Taka-chan…”, O loiro pronunciou, sentindo aquela sensação no estômago de novo, reconhecendo-a como algo que não sentia há muito tempo! E era só olhar para o vocalista pra ter certeza… Certeza de que havia se apaixonado, e o melhor… Era correspondido! “_ Aki-chan…”, O chibi sussurrou mais uma vez, se movendo, se inclinando sobre Reita, colocando seu peito sobre o dele parcialmente, seus dedos deslizando pelo rosto másculo, seus olhos mostrando receio… Temor por vê-lo simplesmente se afastar. Realmente Reita só podia sorrir! Era engraçado como tudo estava claro para ele agora, depois do que havia acontecido… Tão claro que o gesto de Ruki somente aumentou a felicidade que dançava dentro de si e ele aproveitou aquela sensação, fechando os olhos por um breve momento até voltar a abri-los com o toque daqueles dedos gentis e pequeninos. Porém, pôde perceber que havia algo naquele olhar além de carinho… Havia temor. “Mas por quê?”, Suzuki se perguntou em pensamento. “_ …!”, O coração de Matsumoto batia forte, enquanto a apreensão o preenchia. “_ Há algo errado?”, O baixista perguntou por fim com a voz rouca e baixa, levando sua mão a dele, apertando-a entre seus dedos, não querendo que qualquer coisa estragasse aquela noite. E uma dúvida o atormentava agora… Teria feito algo que Ruki não gostara? “_ Eu…”, O pequeno começou baixinho, não sabendo como perguntar isso a ele, acabando por desviar o olhar e morder o lábio inferior, inchado devido aos beijos deliciosos que trocaram. Seu coração se apertava e mesmo sentindo a mão dele sobre a sua, não conseguia se acalmar. Reita notou a hesitação dele e suspirou, temendo pelo pior. Sabia que Ruki não era uma pessoa dada a namoros e constantemente o via com garotas, mas sabia que não era nada sério… E apesar de saber que ele gostava de si, não tinha certeza se isso seria suficiente para assumirem um compromisso, afinal, a família dele era tão conservadora. Talvez seu chibi tivesse medo de se expor de alguma maneira e… “_ Aki, você… Você não vai ficar longe de mim, né?”, Takanori indagou, voltando a fitá-lo nos olhos. “_ Como?”, Akira piscou quando ele falou, os pensamentos esquecidos na hora. “_ Eu queria tanto que fôssemos namorados…”, O ruivinho falou baixinhoenquanto mergulhava dentro dos olhos negros dele, se perdendo em seu brilho, no carinho quente que vinha daquelas esferas escuras, aquecendo seu corpo e apenas, segundos depois, foi que percebeu o que havia dito e quase… Quase entrou em pânico. “_ Mas o quê…?!”, Toda a linha de raciocínio de Reita sucumbiu ao compreender do que Ruki falava, se surpreendendo por fim, seu coração dando um salto no peito, que ele jurava ser audível, tamanha era a sua emoção. Namorados? Então ele queria… “_ Mas… Quer dizer… Se você quiser, eu… Eu me torno seu amante!”, O pequeno disse rápido, temendo que ele não quisesse nada sério, abraçando-o e escondendo seu rosto na curva do pescoço dele, orando a Kami para que Reita ao menos o aceitasse como seu amante, pois não iria suportar não mais poder tocá-lo, sentir suas mãos em seu corpo enquanto o baixista o possuía. O mais velho ainda se sentia flutuar ao saber que Ruki o queria como namorado,quase saltando pela felicidade que o tomava, mas quando pensou em dizer um ‘sim’, foi novamente bombardeado por aquela torrente de palavras rápidas vinda do menor, seu cérebro processando-as aos poucos, sentindo-o esconder o rosto e o abraçando forte, percebendo-o nervoso e agitado. “Amante?!”, Reita se perguntou, quase rindo. Mas o que diabos aquele baixinho estava pensando?! Que ele não ia querer por acaso? “Eu não devia ter…”, Ruki se martirizava, quando teve os pensamentos interrompidos. “_ Ru-chan…”, Reita o chamou, doce, entrelaçando seus dedos. “_ Si-Sim?”, Ruki sussurrou, sentindo o coração batendo cada vez mais rápido. “_ De onde você tirou a idéia de ser meu amante, hum? Você sabe que eu estou sozinho…”, Disse o mais velho, voltando a sorrir para o adorável chibi. “_ Eu sei, mas… Mas se você quiser, nós podemos…”, Takanori estava se perdendo nas próprias palavras devido ao nervosismo que o atormentava. “_ Eu só quero ficar com você… Só você!”, Akira sussurrou sensualmente,puxando o corpo dele para cima do seu. “_ Co-Como?”, O ruivinho indagou, surpreso. Reita queria ficar apenas com ele? Havia escutado certo, não é? Prendeu a respiração, mantendo seus orbes presos aos dele, esperando que o amado falasse algo que lhe confirmasse que tudo não passava de um delírio. “_ A pergunta é se você quer ficar comigo.”, Completou o mais velho, soltando-lhe a mão para acariciar os cabelos sedosos. “_ Akira…”, Sussurrou o mais novo, maravilhado com aquela possibilidade… A oportunidade de enfim namorá-lo. “_ Você quer ser meu namorado, Taka-chan?”, Akira perguntou, querendo ouvir em alto e bom som o que ele já sabia apenas por olhar nos olhos de Takanori. Reita sorriu ainda mais ao notar a incredulidade no rosto do pequeno. Era tão difícil assim que ele acreditasse que o queria tanto? Que o amava e o queria sempre perto? Esperou ansiosamente pela resposta dele, não deixando, no entanto, transparecer seu nervosismo. Sentia-se como um adolescente mais uma vez e isso era maravilhoso! Poder perceber de novo aquela espécie de emoção, de sentimento… Havia esperado tanto por isso, mas nunca imaginou que seria logo com seu amigo querido, companheiro de banda… Anos haviam se passado e somente agora descobrira que era mais do que amizade. Como o destino era caprichoso, não? Logo quando achava que ficaria sozinho e… “_ Eu quero… Eu quero sim, Aki! Eu sempre quis…”, O jovem vocalista sussurrou, emocionado, encantado por ver que ele ansiava o mesmo e em sua felicidade tomou os lábios de Reita em um beijo quente, deixando-o perceber através daquele ato todo o seu carinho, paixão e amor, as mãos apertando o corpo maior, empolgado com aquela doce descoberta. Ouvir aquelas palavras tão esperadas, tão desejadas somente o fez sorrir emocionado, e antes que pudesse falar algo, Reita foi surpreendido por um beijo que lhe roubou todo o fôlego que conseguira recuperar. Então lhe envolveu o corpo com seus braços fortes, beijando-o como da primeira vez, apenas sem tanta pressa agora, sorvendo-lhe os lábios com carinho, deixando transparecer todo o seu sentimento ali, sabendo ser totalmente correspondido por Ruki… E para Akira aquilo chegava a ser mágico! Estar junto de uma pessoa que amava, que queria realmente ficar ao seu lado… “_ Taka…”, Sussurrou o baixista, afastando seus lábios, ofegante. “_ Eu… Só quero… Você, Rei-chan…”, Ruki sussurrou, arfante, contra os lábios dele, prendendo o inferior entre os dentes, mordiscando e chupando deliciosamente aquela boca deliciosa, seus olhos brilhando de felicidade, vibrando por saber que agora era namorado de Reita. “_ Também… Também só quero você, Ru-chan…”, Akira sibilou de volta,tentando compassar sua respiração, quando sentiu Ruki lhe morder a boca de leve, sugando em seguida, novamente despertando seu desejo. Akira lambeu o pescoço de Takanori, aproveitando para morder de leve a região,suas mãos apertando-lhe as nádegas, fazendo a fricção entre os corpos aumentar, sabendo que o vocalista sentiria algo crescendo entre suas pernas, um sorriso safado se desenhando em seus lábios bonitos. “_ Hum… Assim eu vou querer de novo…”, Disse no ouvido dele, gemendo baixinho, deliciado ao ter o corpo pequeno roçando no seu, atiçando-o mais. “_ Ahm… É? Você vai querer?”, Ruki indagou, ofegando ao ter as nádegas apertadas, sentindo certo volume de encontro a seu baixo-ventre. “_ Humm… S-Sim…”, A voz do loiro saiu levemente trêmula devido ao desejo que o outro lhe despertava… Aquela espécie de fome que sentia só de tê-lo assim tão perto, sobre seu corpo. “_ Uhhmmmm…” Ruki gemeu, ondulando o quadril contra o dele, sentindo novas lambidas em seu pescoço e aproveitou para mordiscar o lóbulo da orelha de Reita, sua língua passando no pequeno brinco da orelha direita. Reita gemeu alto quando Ruki insinuou a pélvis contra a dele, provocante, aproveitando a proximidade para arrepiá-lo todo de prazer com aquela língua quente tocando sua pele naquela região tão sensível, brincando com seu lóbulo, despertando mais uma vez sua libido naquela noite, nem sequer se lembrando se ainda chovia ou não lá fora… Todos os seus sentidos se mantendo fixos no ser sobre si. “_ Ru-chan…”, Suzuki pronunciou as palavras arrastadamente, como se elas fossem um pedido por clemência. O pequeno não sabia como o estava deixando excitado de novo e se continuasse assim não poderia se conter, o tomaria mais uma vez ali, naquele chão mesmo. “_ Aishiteru, Aki…”, Takanori falou bem baixinho no ouvido dele, as palavras saindo doces e amorosas, erguendo o rosto para fitá-lo, lambendo-lhe os lábios em seguida. “_ Aishiterumo, Taka…”, Akira sussurrou de volta, num tom terno e quente,deliciado com aquela declaração, não conseguindo conter a alegria em seu peito, encantado com a beleza do pequeno, daquele rosto infantil que tanto amava, lambendo a língua que antes acariciava seus lábios. “_ Faz amor comigo…”, O pequeno pediu, suspirando. “_ Sim, amor… Mas desta vez, vou querer você na cama.”, Reita propôs docemente, voltando a beijar aquela pele branquinha. “_ Humm… Então vem… Me leva pra cama!”, Ruki sussurrou, se afastando de Reita, apesar de lamentar a perda de calor, ficando de pé em frente a ele. Ruki permaneceu parado por alguns instantes, deixando que Reita visse todo o seu corpo, a pele branca marcada de vermelho pelas mãos e a boca do mais velho, porém o menor não parecia se importar com isso, pelo contrário… Ele ansiava ser novamente amado.Seu membro semi-rijo despontava entre as coxas macias e roliças e logo o ruivinho deslizou a mão direita pelo próprio abdômen, sentindo-o sujo de sêmen, mas ignorou tal fato, descendopara a virilha, se arrepiando visivelmente. Reita teve que segurar os ímpetos de levá-lo no colo, mas acabou desistindo da idéia ao se perder naquele corpo nu, reparando nas marcas que deixara na pele branquinha e mais precisamente embaixo, onde uma nova ereção se formava. Ele praticamente salivou ao ver Ruki descer a mão pelo abdômen lisinho, se tocando até chegar bem perto do… Seu cérebro quase entrou em pane e o baixista teve que morder o lábio inferior em reflexo. Como ele podia o provocar assim? “_ Vem… Faz amor comigo da forma que desejar…”, Takanori sussurrou docemente, num tom lânguido e sensual. “_ Com toda certeza…”, Akira respondeu depois de alguns segundos, sorrindo de forma maliciosa, rapidamente se colocando de pé, chegando perto o suficiente para quase beijá-lo. Ruki ergueu as mãos, colocando-as ao redor do pescoço de Reita, acariciando de leve a pele, apertando os ombros e então brincando com os fios da nuca dele, sentindo a respiração quente contra a sua, seduzido por aqueles olhos negros que pareciam querer enxergar-lhe a alma, causando arrepios em seu corpo. “_ Quero você naquela cama…”, Akira sibilou, beijando-o de leve, apenas para provocá-lo… Para excitá-lo. “_ Humm… Reita…”, Ruki gemeu, sentindo as mãos fortes em sua cintura. “_ … De quatro.”, O mais velho murmurou rouco, antes de morder o lábio inferior do menor, puxando-o com os dentes. Ruki ofegou, sentindo as bochechas aquecerem com a revelação de Reita, estremecendo ao ter o lábio inferior mordiscado daquela maneira sexy e provocante, e tudo o que fez foi se agarrar mais a ele, sentindo as pernas subitamente bambas, as emoções sendo fortes demais para que pudesse se manter em pé sozinho. “_ Como você quiser, Rei-chan…”, Respondeu o chibi bem baixinho, envergonhado e excitado ao mesmo tempo, mesmo sabendo que não precisava se sentir assim, afinal, eram namorados, certo? “_ Eu quero você hoje e sempre… Só pra mim!”, Carinhosamente Akira entrelaçou seus dedos, finalmente puxando-o antes que desistisse e começasse a fazer amor ali mesmo com o amado. No fundo, apesar de seu desejo por aquele pequeno ser imenso e quase desesperado, Reita sabia… Sabia que não estaria sentindo aquela emoção se não estivesse certo de que havia algo maior entre eles… Não estaria quase explodindo de felicidade como estava, se não tivesse certeza de que aquela não seria apenas mais uma noite, mas o começo de muitas… O começo de uma nova vida ao lado dele! Ruki o seguiu, encantado demais, sentindo os beijos suaves e os carinhos ternos e cálidos daquelas mãos fortes e grandes. E eles mal chegaram ao corredor e os braços definidos envolveram seu corpo, pegando-o no colo como se ele fosse o tesouro mais importante, fazendo-o se sentir deliciosamente amado e protegido. “_ Eu te amo…”, Reita tornou a dizer quando alcançaram o quarto e o pôs delicadamente na cama, como o ser precioso que ele era, acariciando-o na face. Ruki deixou que seus orbes escuros fossem escondidos pelas pálpebras, se sentindo profundamente emocionado, suspirando com a carícia tão doce e terna, se contendo para que lágrimas de pura felicidade não surgissem em seus olhos… E naquele momento ele agradeceu a Deus… Agradeceu por ter tido coragem de iniciar sua doce sedução, de ter dado o primeiro passo, porque agora ele estava colhendo os frutos de suas ações e estes não poderiam ser mais gratificantes. “_ Te amo, Takanori!”, Reita repetiu, deixando seu corpo pesar sobre o do menor, sentindo os dedos pequeninos deslizarem por suas costas, suavemente, fazendo-o suspirar e se arrepiar ante tamanha delicadeza. “_ Também te amo, Akira!”, Ruki respondeu em tom doce no ouvido dele, gemendo baixinho ao ser amorosamente apertado pelos braços fortes. Os lábios se encontraram em um beijo cheio de amor, não demonstrando pressa alguma em provar cada detalhe da boca do outro, as mãos calmas e firmes decorando a anatomia do parceiro, enquanto a chuva ainda caía… Porém os amantes não se importavam com tal fato, pois o que precisavam não estava lá fora, mas naquele quarto… Dentro dos corações deles, e enquanto aquele sentimento fosse cultivado, dia após dia, ambos não precisariam ter medo do futuro, pois juntos teriam a força para enfrentar qualquer desafio. Fim.